SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O cineasta Paul Schrader está sendo acusado de abusar sexualmente sua ex-assistente, uma jovem de 26 anos.
A ex-assistente, que não teve a identidade revelada, alega ter sido agarrada e beijada à força por Schrader. O episódio teria ocorrido no ano passado, durante o Festival de Cinema de Cannes, quando o diretor divulga o filme “Oh, Canada”. As informações são da Variety.
Jovem diz no processo que conseguiu se livrar dos braços do diretor e fugiu. Três dias depois, o cineasta a teria chamado sob o pretexto de que estava “morrendo” e, ao chegar no local, foi surpreendida com o diretor pelado, mostrando o pênis para ela.
Diretor teria feito um acordo para que ela não expusesse o ocorrido. No entanto, a defesa da ex-assistente diz que o cineasta não cumpriu com o que ficou acordado.
Defesa de Schrader afirma que o diretor “nunca assinou o acordo”, por esse motivo ele não pode ser executado. “Consideramos essa alegação de quebra de contrato como desesperada, oportunista e frívola”, disse em comunicado o advogado Philip Kessler, que representa os interesses do cineasta.
Philip ainda refutou as acusações de abuso e assédio sexual contra o diretor. O advogado alega que, durante os mais de três anos em que a suposta vítima trabalhou ao lado de Schrader ela não fez nenhuma queixa de comportamento impróprio por parte do diretor.
Suposta vítima diz ter provas de suas acusações. Conforme a Variety, a defesa dela anexou e-mails supostamente enviados por Schrader em que ele diz ter a “sensação” de que a assistente “tem medo” de ele tocá-la. “Eu me encolho ao pensar que você teme que eu possa tocar em você”, teria dito o famoso.
Ela também afirma que durante o período de trabalho precisou lidar com “perguntas sexuais inapropriadas”, além de “comentários obscenos e misóginos”. Defesa também diz que ela foi demitida em setembro passado por “recusar as investidas” do diretor.
Paul Schrader é o roteirista de “Taxi Driver” (1976). Em seu currículo também constam produções como “Touro Indomável” (1980), “Cães Selvagens” (2016) e “Fé Corrompida” (2017).