(UOL/FOLHAPRESS) – O técnico José Mourinho, do Fenerbahçe, foi absolvido de uma acusação de racismo na Turquia, onde trabalha atualmente.
Após clássico quente realizado em 24 de fevereiro deste ano contra o arquirrival Galatasaray, pela Superliga da Turquia, Mourinho disse em entrevista coletiva que os reservas do adversário “pulavam como macacos” no banco de reservas, o que foi interpretado como um suposto racismo.
Mourinho falava sobre a arbitragem do clássico, terminado em empate por 0 a 0, criticando a postura dos jogadores do rival e a pressão sobre o juiz.
“O banco deles estava pulando feito macacos. Com um árbitro turco, eu levaria um cartão amarelo no primeiro minuto e cinco minutos depois eu teria que substituí-lo”, disse o treinador português, celebrando a arbitragem feita por um árbitro estrangeiro no confronto em questão.
Nesta sexta-feira (4), após pouco mais de um mês do ocorrido, o Fenerbahçe anunciou que o Ministério Público de Istambul decidiu que não houve crime e que não havia necessidade de processo por racismo.
“Como resultado da queixa criminal apresentada pelo Galatasaray Club contra nosso Diretor Técnico, José Mourinho, com base em racismo, o Ministério Público de Istambul decidiu que nenhum crime ocorreu e que não havia necessidade de processo. Resumindo; A queixa-crime foi concluída com decisão de não acusação. Nós o apresentamos ao público”, publicou o Fenerbahçe em comunicado oficial.
ÍDOLO RIVAL, DROGBA DEFENDEU MOURINHO
O craque marfinense Didier Drogba, jogador histórico do Galatasaray, saiu em defesa do treinador do arquirrival na polêmica, defendendo que Mourinho é um “pai” e não pode ser chamado de racista.
“Vocês sabem o quanto fiquei orgulhoso de vestir a camisa amarela e vermelha e o meu amor pelo clube mais condecorado da Turquia!! Todos sabemos que as rivalidades podem ser apaixonadas, e eu tive a sorte de vivenciar isso. Vi os comentários recentes sobre José Mourinho. Acredite em mim, conheço José há 25 anos e que ele não é racista, e a história está aí para provar. Vamos focar nos nossos jogos, apoiar os nossos ‘brilhantes leões’ e vamos ganhar a liga. Como meu “pai” pode ser racista. Vamos lá, rapazes”, escreveu Drogba na ocasião.