RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A cidade do Rio de Janeiro vai receber uma piscina de ondas indoor exclusiva para a prática de surfe. A atração é um dos destaques do residencial Arte Wave Surf Residences, projeto da construtora Calper, que será construído no bairro planejado Cidade Arte, na Barra Olímpica, extensão da Barra da Tijuca, integrando parte dos bairros Camorim, Jacarepaguá e Curicica.
Ricardo Ranauro, CEO da Calper, conta que a piscina de surfe é inspirada em tecnologia europeia e recebeu investimentos de cerca de R$ 30 milhões.
A piscina ocupará uma área entre 1.000 e 1.500 m² e prevê ondas de até 1,5 metro, geradas por oito bombas de 3.000 litros, que impulsionarão 24 mil litros de água por segundo.
“A piscina estará disponível para os moradores, que pagarão cerca de R$ 120 a hora de uso. Os demais moradores de outros residenciais do bairro planejado Cidade Arte pagarão cerca de R$ 360. Quem não for morador terá de ser convidado”, sinaliza o CEO da Calper.
Surfista desde os 10 anos, Ranauro sempre foi um apaixonado pelo esporte e um entusiasta das piscinas de ondas. Elas surgiram da iniciativa de surfistas e engenheiros diante da necessidade de produzirem mais ondas e ter uma alternativa aos picos mais congestionadas.
“A primeira piscina de ondas surgiu na Califórnia com tecnologia do surfista Kelly Slater, 11 vezes campeão mundial. A partir dele, outros surfistas e engenheiros uniram-se para desenvolver novas tecnologias. Há cerca de cinco anos, as primeiras piscinas surgiram no Brasil como clubes.
No Rio, piscinas de ondas em clubes exclusivos em Búzios e Mangaratiba estão previstas para 2026. Com água sempre limpa e uma exclusividade impossível de se ter no mar, as piscinas de ondas estão em expansão no país.
A pioneira foi a Praia Grama, em Itupeva, São Paulo, inaugurada em 2021. O estado conta ainda com o Boa Vista Village Surf Club, em Porto Feliz, e o São Paulo Surf Club, na capital. Ambas utilizam tecnologia PerfectSwell, da American Wave Machines, em que as ondas duram até 22 segundos.
Em Curitiba, a Surf Center também é coberta e projetada para o esporte, independentemente do clima. Há ainda projetos no interior do estado do Rio de Janeiro.
Ranauro explica que a piscina carioca ocupa uma área menor, 10 m de largura por 18 m de comprimento, o que permite ser coberta, diferentemente de outros projetos de grande extensão em que a cobertura é dificultada.
A Calper está em vias de fechar contrato com um dos principais fabricantes, com tecnologia alemã de esteira, que permite ondas ininterruptas, sem que o praticante tenha de sair e voltar para pegar a próxima onda.
A tecnologia escolhida já foi construída em 30 lugares diferentes no mundo e tem feito muito sucesso, segundo o executivo. A vantagem em relação às próprias praias cariocas é que, por ser indoor, não está sujeita a limitações climáticas como chuva e ventos e proporciona mais segurança e rapidez no aprendizado.
“Crianças que nunca surfaram levariam cerca de seis meses para aprender no mar, porque as ondas desequilibram a prancha e o atleta. Na piscina com ondas, se aprende o molejo em uma hora”, diz o CEO.
Bairro planejado sustentável
O Arte Wave Surf Residences é o quarto condomínio do bairro planejado Cidade Arte, quer terá um total de oito condomínios residenciais com quatro edifícios em cada um, totalizando 32 prédios.
Serão 8.400 unidades na primeira fase com aproximadamente R$ 3,6 bilhões em Valor Geral de Venda (VGV). Três residenciais (Arte Jardim, Arte Botânica e Arte Design) já foram lançados, e mais de 2.600 mil imóveis (98%) foram vendidos, somando R$ 1,3 bilhão.
O início das vendas do Arte Wave Surf Residences está previsto para 3 a 6 de abril, com valores a partir de R$ 288 mil. A expectativa é alcançar um VGV de R$ 600 milhões. “Tivemos mais de 300 visitas no primeiro final de semana e esperamos vender mais de 70% no lançamento”, diz Ranauro.
O empreendimento ocupará terreno de quase 16 mil m², totalizando 1.551 unidades, divididas em quatro blocos. Há tipologias como townhouses (unidades no térreo com pé-direito duplo e terraço privativo); Up Gardens (imóveis com uma área de lazer maior semelhante a um quintal); double suítes (com duas suítes com entradas independentes e hall compartilhado); coberturas duplex e lojas.
Mas cerca de 80% das unidades são estúdios de pouco mais de 30 m², tendência nos lançamentos imobiliários no Rio, após o fim da limitação legal de construção de moradias abaixo de 60 m². O empreendimento contará ainda com lazer, incluindo rooftop com piscina de borda infinita e serviços.
“Temos dezenas de quadras esportivas, queremos tirar os jovens das telas de celulares. Pesquisamos tudo o que deu certo e errado na Barra e trouxemos mais de 1.800 árvores nativas da mata atlântica”, conta Ranauro.
O bairro planejado Cidade Arte fica próximo a avenida Embaixador Abelardo Bueno, entre a Linha Amarela e a os corredores de BRT Transolímpica.