SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Ao completar cem anos de atuação no Brasil, a GM olha para a China. A montadora já confirmou o lançamento do SUV compacto Chevrolet Spark EUV, e há outro modelo de mesma origem a caminho.

O SUV de porte médio Wuling Starlight S já circula pelo país camuflado, mas sem nenhuma intenção de passar despercebido. O objetivo da marca é despertar a curiosidade dos consumidores, ao mesmo tempo em que realiza os testes finais do modelo.

A estreia deve ocorrer ainda em 2025 para disputar mercado com outros modelos de origem chinesa, como o BYD Song Plus e o Haval H6. Espera-se, portanto, que a nova opção traga a tecnologia híbrida plug-in disponível em seu país de origem, mas também é possível oferecer uma versão puramente elétrica.

Da mesma forma como acontecerá com o Spark, o Starlight deve receber um novo nome no Brasil, além de trocar as asinhas da Wuling pela gravata dourada da Chevrolet. Ambas as marcas fazem parte do grupo GM.

O porte é avantajado: são 4,75 m de comprimento, 1,89 m de largura e 2,80 de distância entre-eixos, dimensões próximas às do Jeep Commander.

Na versão híbrida plug-in, o Starlight S tem capacidade para rodar 130 quilômetros utilizando apenas energia elétrica, de acordo com o padrão de medição chinês. Na opção a bateria, o alcance é estimado em 510 quilômetros.

O SUV deve ser posicionado em uma faixa de preço que começa em R$ 200 mil, ficando abaixo do Equinox (R$ 275.790). Seus principais atributos serão o espaço interno associado a tecnologias menos poluentes.

A GM não revela detalhes sobre os futuros lançamentos, mas trabalha para apresentar ao menos cinco novos produtos em 2025. Além dos SUVs de origem chinesa, há as renovações das linhas Onix e Tracker, além de opções da picape S-10 e um inédito compacto de visual fora-de-estrada para concorrer com o Volkswagen Tera.

Mas enquanto as novidades não chegam, a montadora precisa contornar a queda nas vendas causada pela falta de um lançamento de grande volume nos últimos anos.

No ano passado, a GM teve 258,6 mil unidades emplacadas, o que representa uma diminuição de 5,6% nos emplacamentos em relação a 2023, segundo dados da Anfavea (associação que reúne as montadoras instaladas no Brasil).

No mesmo período, as vendas gerais de veículos leves acumularam alta de 14%, de acordo com a Fenabrave (associação dos distribuidores de veículos).