SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Cine Ipiranga, espaço abandonado há décadas na cidade de São Paulo, voltará a funcionar durante um dia para a realização da 1ª Mostra Angústia de Cinema, idealizada pelo ateliê de arte experimental “Angústia”.

Produzido pela MyMama Entertainment, o evento acontecerá no próximo dia 12 de abril e irá exibir seis curtas-metragens realizados pela equipe do ateliê. Com auxílio da MyMama e outras produtoras, as produções exploram conceito de “angústia” e abordam uma diversidade de questões sociais.

Unida por diferentes maneiras de se pensar a violência -da perseguição feminina ao predatismo contra povos originários- a sessão abre com “As 7 Mortes de Pedro”, que acompanha os testes de um garoto para confirmar a aparente existência de apenas sete formas de morrer, e segue com “Brasil Impossível”, sobre a dualidade de um Brasil dividido entre o amor e o ódio, “Meu Coração Já Não Aguenta Mais”, que aborda a destruição de sonhos em um futuro distópico, “Cativeiro”, sobre os aprisionamentos que criamos em nossas próprias vidas.

Os filmes são todos dirigidos pelo diretor de cena da MyMama e fundador do ateliê, Fabrício Brambatti, conhecido como “Urso Morto”.

Ele divide a direção dos outros dois curtas, “Terra Vermelha: Uma Vida e Morte na Amazônia Brasileira” -filme desenvolvido durante dez anos que aborda as crises da Amazônia-, que esteve à frente junto do fotógrafo Tommaso Protti, e “Maldito Darién”, produção sobre uma região das Américas conhecida como “selva da morte”, que assina ao lado de Protti e da roteirista Carol Pires.

“Essa Mostra é a concretização de dez anos de investigação e criação da Angústia e reúne os trabalhos mais impactantes que os nossos membros produziram. São filmes experimentais, que falam sobre assuntos negligenciados, mas que o debate é fundamental. Queremos gerar conversas frescas, movidas pela coragem de tocar na feridas velhas e encarar a realidade como ela é”, diz Brambatti.

A programação do evento ainda conta com painéis de discussão que terão a presença de nomes como Vera Iaconelli, doutora em psicologia pela USP, e Kwame Yonatan Poli dos Santos, psicanalista descolonizador, entre outros, além da presença de Brambatti e Protti.