Da Redação
O Brasil acaba de garantir uma importante vitória geopolítica: a ampliação de sua plataforma continental na Margem Equatorial. Com a aprovação da Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC), ligada à ONU, o país conquistou o direito de explorar uma nova área marítima que soma 360.000 km² – o equivalente ao território da Alemanha.
Essa expansão permite que o Brasil acesse recursos naturais além das tradicionais 200 milhas náuticas de sua Zona Econômica Exclusiva (ZEE). Em algumas regiões, essa faixa poderá se estender até 350 milhas náuticas, ampliando significativamente o controle brasileiro sobre o Atlântico.
Uma Conquista Estratégica
Desde 2017, o Brasil trabalha para aumentar sua soberania sobre o oceano, em um esforço liderado pela Marinha. O avanço fortalece a posição do país na exploração de petróleo, gás e biodiversidade marinha, embora a decisão da CLPC não autorize exploração imediata – a Petrobras, por exemplo, ainda aguarda autorização do Ibama para atuar em áreas que já estavam dentro dos limites anteriores.
A ampliação da plataforma faz parte do Plano de Levantamento da Plataforma Continental Brasileira (LEPLAC), iniciado em 1989. O projeto divide o espaço marítimo nacional em três grandes áreas: Sul, Equatorial e Oriental/Meridional. Em 2019, a ONU já havia aprovado a expansão na Região Sul, e agora, em março de 2025, a Margem Equatorial recebeu o aval. O próximo passo será a análise da Margem Oriental, o que pode garantir ainda mais território oceânico ao Brasil.
O Que Essa Expansão Representa?
Com mais espaço marítimo sob sua jurisdição, o Brasil reforça sua presença no Atlântico e abre novas perspectivas econômicas e ambientais. Além da possibilidade de exploração de hidrocarbonetos, a biodiversidade do fundo do mar poderá ser estudada e utilizada de forma sustentável.
Essa conquista coloca o Brasil em uma posição ainda mais estratégica no cenário global, demonstrando a importância da diplomacia e do investimento em pesquisa marítima para o futuro do país.