SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou nesta quinta-feira (3) um pacote com mais de 1.500 obras nas estradas paulistas ao custo de R$ 30 bilhões. A lista inclui 544 intervenções concluídas na primeira metade do governo, 208 em andamento e 829 previstas.
As melhorias incluem pavimentação, recuperação funcional, intersecção viária, duplicação, iluminação, melhorias de trevo e recapeamento.
Entre as intervenções citadas pelo governador durante evento com a presença de prefeitos e apoiadores no Palácio dos Bandeirantes, estão a terceira pista da rodovia dos Imigrantes, o túnel Santos-Guarujá e a alça de acesso ao Rodoanel para Suzano (Grande SP).
“O São Paulo pra Toda Obra não trata só de asfalto, concreto, máquina e engenharia. Estamos falando de gente, porque são as pessoas que vão se beneficiar desse empreendimento, com a diminuição do tempo de viagem e o aumento da segurança”, disse Tarcísio ao anunciar o pacote.
Segundo a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Natália Rezende, está prevista também a construção de 61 estradas vicinais para ligar municípios às principais rodovias do estado. No total, há 859 obras previstas para serem iniciadas até o fim da atual gestão, segundo a secretária. “[É] uma prestação de contas de tudo que a gente concluiu até agora, o que está em execução, que é importante também a gente passar, como é que está em execução”, disse sobre o anúncio desta quinta.
Está também prevista a recuperação do pavimento na ligação na rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro (SP 123), que liga Taubaté, Pindamonhangaba e Campos do Jordão, municípios no Vale do Paraíba e Serra da Mantiqueira, além da duplicação de 29,9 quilômetros entre Porto Feliz, Boituva e Tatuí, na região de Sorocaba.
Os recursos empregados por meio de contratos do DER (Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo) e das concessionárias reguladas pela Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) serão destinados em maior parte às obras na Grande São Paulo (R$ 4,3 bi), seguida pelas regiões de São José dos Campos (R$ 3,14 bi), Campinas (R$ 2,99 bi) e São José do Rio Preto (R$ 2,94 bi).
Em relação à cobrança de pedágios nesses novos trechos, a secretária Natália negou, mas afirmou que pode haver a instalação dos chamados pórticos nos casos em que o investimento não caiba no orçamento da DER e seja necessário um contrato de longo prazo com uma concessionária para amortizar os custos. “Antes, a gente tinha praças [de pedágios]. Hoje, a gente não tem mais praças nos nossos projetos. A gente tem os chamados pórticos. E por que isso é importante? Porque você dá uma justiça tarifária.”
Ao citar os pórticos, ela se refere ao modelo de cobrança “free flow” em que os veículos são detectados pelo sistema eletrônico e a cobrança da taxa é feita de forma proporcional à distância percorrida naquele trecho. O modelo já começou operar na Nova Raposo, Rota Sorocabana e no Circuito Mogiana.