SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A comunicadora e ativista Wanda Chase morreu nesta quarta-feira (3), aos 74 anos, após complicações por uma cirurgia no coração, em Salvador.

Segundo a família, ela estava internada no Hospital Tereza de Lisieux, quando recebeu o diagnóstico de aneurisma dissecante da aorta, que ocorre quando a camada interna da principal artéria do coração se rompe. Chase entrou em cirurgia por volta das 17h, e morreu cerca de seis horas depois.

Chase trabalhou por 27 anos na TV Bahia, onde se tornou uma voz pelo movimento negro. Nascida em 1950, em Manaus, ela se mudou para o estado em 1991. O corpo da jornalista será enterrado, neste sábado (5), no Cemitério Campo Santo, em Salvador.

“A família Chase, lamenta com pesar, informar o falecimento da irmã, tia e tia avó Wanda Chase. Jornalista, uma mulher pioneira e inspiradora na luta pela igualdade racial e pela representatividade na mídia”, escreveu a família, nas redes sociais.

Além da TV Bahia, Chase trabalhou em veículos de comunicação como Manchete, Globo Nordeste, A Crítica e TV Cabo Branco. Também atuou como assessora de imprensa do grupo de axé Olodum.

Mesmo após sua aposentadoria, Chase continuou na ativa. Ela escrevia a coluna “Opraí Wanda Chase”, no Portal iBahia, tinha o podcast “Bastidores com Wanda Chase” e trabalhava em um livro sobre axé music.

A comunicadora acumulou 45 prêmios ao longo de mais de 30 anos atuando como jornalista. Em 2002 recebeu, da Câmera Municipal de Salvador, o Título de Cidadã Soteropolitana.

Em março deste ano, receberia também o Título de Cidadã Baiana pela Assembleia Legislativa da Bahia, mas a cerimônia foi adiada devido aos seus problemas de saúde.