SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Petrobras adiou para 30 de maio a redução de três para dois dias de home office dos funcionários da empresa, segundo a FUP (Federação Única dos Petroleiros). A medida estava marcada para começar no dia 7 de abril e gerou críticas da categoria.

A mudança ocorre após reunião da empresa com sindicatos nesta quarta (2) e uma semana depois da paralisação de 24 horas da categoria.

A Petrobras foi procurada, mas não respondeu até a publicação desse texto, que será atualizado caso a empresa se pronuncie.

“Acreditamos que a mesa de hoje, sobre teletrabalho, é um passo positivo e esperamos que o calendário de reuniões para os demais temas seja definido em breve”, afirma Cibele Vieira, diretora da FUP, em nota.

Hoje, a FUP representa em torno de 25 mil empregados e opera 61% das unidades da Petrobras.

“A greve cumpriu seu papel ao evidenciar a necessidade de diálogo e flexibilização das propostas por parte da empresa”, diz o diretor da FUP, Paulo Neves, também em nota.

Em janeiro, a Petrobras havia anunciado que, a partir de abril, todos os funcionários do regime híbrido teriam que comparecer na empresa pelo menos três dias por semana. Hoje, funcionários trabalham presencialmente dois dias por semana, exceto os gerentes.

“Os mencionados ajustes visam aprimorar a integração das equipes e os processos de gestão, além de contribuir para a agilidade na entrega de importantes resultados para a companhia, que está em fase de crescimento de projetos”, afirmou a diretoria-executiva da Petrobras à época.

A diminuição do formato presencial foi uma das principais pautas da greve da última semana, que unificou FUP e FNP (Federação Nacional dos Petroleiros).

Os trabalhadores também protestaram contra a diminuição da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e cobram contratação de funcionários, criação de plano integrado de carreiras e melhores condições para prestadores de serviços. Na lista de reivindicações os sindicatos também está o equacionamento do déficit do plano Petros, previdência complementar privada dos colaboradores da estatal.

Além da greve, um vídeo de uma funcionária da Petrobras se popularizou nas redes sociais, reclamando da mudança na política de trabalho presencial.

À reportagem a técnica de segurança do trabalho Luciana de Frontin criticou a condução da estatal e disse que não foram mostrados dados que comprovem perdas geradas pelo trabalho híbrido. “Se vamos perder saúde, o mínimo que queremos é que faça sentido.”