Walison Veríssimo

A pré-candidatura do governador Ronaldo Caiado (União Brasil) à Presidência da República será lançada oficialmente nesta sexta-feira (5), em Salvador, com uma expressiva demonstração de força política: mais de 137 prefeitos goianos devem marcar presença no evento, de acordo com estimativa da Associação Goiana de Municípios (AGM), que organiza a caravana em parceria com a Federação Goiana de Municípios (FGM).

A mobilização liderada pelas entidades municipalistas reforça o capital político de Caiado em seu próprio Estado e evidencia o alinhamento da maioria dos gestores goianos ao projeto nacional do governador. A presença maciça de prefeitos também serve como um recado ao União Brasil, que ainda vive um processo interno de definições sobre a sucessão presidencial.

O presidente da AGM, José Délio (União Brasil), tem destacado que apesar de ser presidente da entidade, ele lidera a caravana de forma pessoal e é uma espécie de retribuição a gestão municipalista conduzida pelo governador Ronaldo Caiado. Para Zé Délio, Caiado tem todos os predicados necessários para representar Goiás em uma candidatura presidencial em 2026.

A programação da viagem inclui também visitas a instituições religiosas e sociais, além de encontros com representantes do setor produtivo local, como Fecomércio-BA e Fieb. O ponto alto, no entanto, será o evento no Centro de Convenções de Salvador, onde Caiado deve oficializar sua entrada no tabuleiro da sucessão presidencial de 2026.

Além dos prefeitos, a caravana deve contar com a presença de vice-prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais, além de lideranças empresariais ligadas ao sistema S e ao comércio goiano. Entre os nomes confirmados estão o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), e o vice-governador Daniel Vilela (MDB), que assume o governo em abril de 2026 e deve disputar a reeleição com o apoio do grupo caiadista.

Nos bastidores, aliados afirmam que o lançamento da pré-candidatura em Salvador representa não apenas uma tentativa de Caiado de ganhar visibilidade nacional, mas também um gesto político calculado para se aproximar de segmentos estratégicos do eleitorado nordestino — em especial, a base evangélica e os setores produtivos regionais.