Da Redação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre a possibilidade de prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão tem como objetivo avaliar se a medida seria necessária para garantir a ordem pública e a continuidade das investigações.

Segundo o jornalista Paulo Cappeli, do portal Metrópoles, Moraes também pediu que a PGR analise se Bolsonaro cometeu crimes ao convocar atos públicos em defesa da anistia de investigados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. Entre as possíveis infrações apontadas estão obstrução da Justiça, incitação contra instituições democráticas e coação no curso do processo.

O ministro ainda solicitou que o Ministério Público Federal avalie a necessidade de impor medidas cautelares que restrinjam a atuação política do ex-presidente, impedindo novas convocações que possam incentivar manifestações antidemocráticas.

O pedido de Moraes foi motivado por uma notícia-crime apresentada por dois advogados, que acusam Bolsonaro de tentar interferir nas investigações e inflamar sua base política contra o Judiciário. O documento argumenta que os atos convocados pelo ex-presidente não apenas pressionam o Estado por anistia, mas também deslegitimam as instituições responsáveis pelo julgamento dos envolvidos no ataque aos Três Poderes.

Até o momento, os órgãos acionados ainda não se manifestaram sobre o caso.