SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em meio à divulgação de milhares de documentos sobre o assassinato de John F. Kennedy em novembro de 1963, o Congresso dos Estados Unidos fez uma sessão em que recebeu o cineasta Oliver Stone. Ele é o diretor do filme “JFK: A Pergunta que Não Quer Calar” (1991), em que discorre sobre uma suposta conspiração no caso.

No entanto, na terça-feira (1º), o americano foi confundido com um político e amigo íntimo de Donald Trump, Roger Stone, por uma deputada republicana ao ser questionado sobre um livro de Roger.

“Você escreveu um livro acusando LBJ [Lyndon B. Johnson, ex-presidente que assumiu o cargo após a morte de JFK] de estar envolvido no assassinato do presidente Kennedy. Essas divulgações mais recentes confirmam ou negam sua acusação inicial?”, perguntou Lauren Boebert ao diretor.

“Não, eu não escrevi. Se você olhar atentamente para o filme, não há isso. O filme acusa o presidente Johnson de ser parte de algo”, respondeu Oliver, aparentando confusão.

Jefferson Morley, um jornalista interessado no caso de Kennedy, interveio e esclareceu a confusão. “Acho que você está confundindo Oliver Stone com Roger Stoner. Foi Roger quem acusou LBJ no assassinato do presidente.” “Cometi um erro, desculpa. Vou continuar, respondeu Lauren.

Consultor político, Roger já foi chamado de “maquiavélico conselheiro” de Trump e recebeu o indulto do presidente em 2020 após ele ser condenado a três anos e quatro meses de prisão por mentir para investigadores no caso da interferência russa nas eleições de 2016.

A liberação dos documentos, alguns sem tarja preta, que revelam testemunhas e informações sensíveis, foi um pedido de Trump. “É muita coisa, e vocês farão sua própria avaliação”, afirmou ele.