SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O governo Trump iniciou a demissão de milhares de funcionários de agências de saúde dos Estados Unidos, parte da iniciativa do presidente e de Elon Musk para cortar gastos federais.
Dez mil funcionários serão demitidos. Funcionários disseram que descobriram a demissão nesta terça-feira (1) quando tentaram entrar em seus locais de trabalho, mas foram impedidos por seguranças. Outros foram demitidos por email. A mensagem que dizia que a demissão não refletia seu serviço, desempenho ou conduta.
Principais cientistas de saúde pública foram demitidos. Os cortes atingiram responsáveis por supervisionar a saúde pública, a pesquisa do câncer e a aprovação de vacinas e medicamentos, levantando preocupações sobre como os EUA responderão a emergências de saúde, como o atual surto de sarampo e a disseminação da gripe aviária.
Cortes afetam várias agências grandes do governo dos EUA. Eles incluem a Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês), o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) e o Instituto Nacional de Saúde.
Ex-comissário da FDA afirma que o órgão acabou. Robert Califf, antigo chefe do órgão, publicou em postagem no LinkedIn que “a maioria dos líderes com conhecimento institucional e uma profunda compreensão do desenvolvimento e segurança de produtos não mais empregados”. “Acredito que a história verá isso como um grande erro”, escreveu ele. “Será interessante ouvir da nova liderança como eles planejam reconstruir tudo.”
Funcionário de Centro de Medicina Veterinária disse que quase todo pessoal foi demitido. A Rede de Investigação e Resposta do Laboratório Veterinário do centro testa alimentos para animais de estimação para detectar a gripe aviária. A FDA emitiu recalls de alimentos crus para pets depois de detectar a contaminação por gripe aviária que estava ligada à morte de gatos domésticos. Embora a equipe da rede de laboratórios não tenha sido cortada, o corte da liderança e da equipe administrativa levará a uma paralisação nas suas operações, disse uma fonte à Reuters.