Walison Veríssimo
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), inicia nesta quarta-feira (2/4) uma intensa maratona de compromissos em Salvador (BA), que terá como ponto alto o lançamento oficial de sua pré-candidatura à Presidência da República. A capital baiana foi escolhida como palco da largada simbólica da campanha nacional que Caiado pretende construir rumo às eleições de 2026.
A programação começa pela manhã com reuniões no diretório estadual do União Brasil. No período da tarde, o governador visita dois dos principais pontos de peregrinação religiosa da cidade: o Santuário do Senhor do Bonfim e o Santuário Santa Dulce dos Pobres.
Na quinta-feira (3), Caiado concentra sua agenda no setor produtivo baiano. Às 11h30, participa de uma reunião-almoço com representantes da Fecomércio-BA. Às 16h, se encontra com a diretoria da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), sindicalistas e lideranças empresariais. O goiano pretende apresentar os resultados de sua gestão à frente do governo de Goiás, destacando os avanços econômicos e a política de atração de indústrias, que considera um trunfo para seu projeto nacional.
O grande ato político está marcado para a manhã de sexta-feira (4), às 9h, no Centro de Convenções de Salvador. Além de lançar oficialmente sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto, Caiado receberá duas homenagens da Assembleia Legislativa da Bahia: o Título de Cidadão Baiano e a Comenda 2 de Julho. O evento será aberto ao público e deve reunir apoiadores, parlamentares, prefeitos e lideranças políticas de diferentes estados.
O giro por Salvador se encerra no sábado (5), com um café da manhã ao lado de líderes das Igrejas Batistas do Estado da Bahia, na Igreja Batista de Pituba. O retorno a Goiânia está previsto para o domingo (6).
Apesar de pressões internas no União Brasil e das ausências de aliados simbólicos, como o cantor Gusttavo Lima e o influenciador Pablo Marçal, Caiado mantém a agenda como pontapé de sua pré-campanha nacional. A partir de agora, o governador pretende percorrer o país para apresentar um projeto de governo alternativo ao do presidente Lula e se consolidar como nome competitivo da direita em 2026.