Da Redação

Três bares interditados na última sexta-feira (21), no Setor Marista, em Goiânia, já acumulavam um longo histórico de problemas. Juntos, eles somam 35 intervenções do poder público, incluindo notificações, autos de infração e até interdições anteriores.

O estabelecimento com menos ocorrências já havia sido notificado por ocupação irregular do passeio público, falta de licença ambiental e outras infrações desde 2021. O segundo da lista tem 13 registros, com destaque para oito infrações ambientais, principalmente por poluição sonora, além de interdições e ausência de alvará de funcionamento. O terceiro bar, considerado o campeão de irregularidades, acumula 15 infrações, incluindo três autos de poluição sonora, funcionamento fora do horário permitido e falta de licenças.

Fiscalização e Decisão Judicial

A interdição dos bares ocorreu após a Justiça derrubar uma liminar que os mantinha em funcionamento. Os estabelecimentos haviam sido interditados em outubro de 2024 por falta de licença, mas conseguiram reabrir graças a uma decisão judicial temporária. No final de fevereiro de 2025, no entanto, a Justiça reverteu a decisão em favor da Prefeitura.

O auditor fiscal André Barros destacou que os bares são reincidentes e não regularizaram as pendências para obter alvarás.

Prefeito Endurece o Discurso

Após as interdições, o prefeito Sandro Mabel (União Brasil) afirmou que as fiscalizações continuarão e declarou: “Nós tínhamos que fechar uns 50”. A fala gerou atrito com entidades como o Sindibares-GO e a Abrasel-GO, que acusam a Prefeitura de dificultar a regularização dos estabelecimentos devido à lentidão na emissão de alvarás.

Mabel não respondeu sobre o andamento da liberação dos documentos, mas reafirmou sua postura de combate às irregularidades. Enquanto isso, os três bares seguem fechados até que regularizem suas pendências.